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dez 09 2017

A verdadeira história da criação

Hoje eu assisti o filme exibido no Netiflix intitulado Is Genesis history?. Foi muito interessante, pois a proposta do filme é mostrar que a Terra teve um Criador e que ela não é fruto da teoria da grande explosão que em inglês chamamos de “big bang”. Milhares de milhares de pessoas sabem por meio das Escrituras que o Universo foi criado por um Ser a quem denominamos Deus. O primeiro texto sagrado começa assim: no princípio criou Deus os céus e a Terra.

No filme a proposta é mostrar que o relato do livro de Gênesis não é um mito ou alegoria para explicar a criação. Critica o método que os cientistas usam para datar as eras e mostra que os materiais tirados de diferentes lugares dão uma datação diversa, revelando que esses métodos não são tão confiáveis como querem afirmar. Essas interpretações distorcidas são contrárias às evidências bíblicas. Assim pensando e tomando como verdades os métodos usados uma grande parte dos cientistas considera e faz com que muitas pessoas avaliem o relato bíblico como sendo um mito.

A verdadeira história da criação registrada na Bíblia é desprezada por muita gente, até mesmo alguns que se intitulam cristãos, mas que preferem reinterpretar o que está escrito. É uma pena, pois a Bíblia apresenta uma explicação lógica e confiável sobre o início do Universo. Além disso, essa explicação está de acordo com as descobertas de cientistas criacionistas.

O relato bíblico da criação se baseia no fato de que existe um Ser Supremo, Todo-Poderoso, que criou todas as coisas. Quem ele é? A Bíblia revela que ele é bem diferente das deidades veneradas pela cultura popular, Ele não é uma estátua, uma pedra, ou qualquer outra coisa que se possa fazer. Ele é uma Pessoa, não é uma força sem personalidade, Ele pensa, tem sentimentos e tem objetivos. Deus é todo poderoso e sábio. Deus é Espírito, Sua existência não está limitada pelo tempo. Aliás, Ele sempre existiu e sempre existirá. Deus ama as pessoas que Ele criou. O texto de João 3.16 diz porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Muitas pessoas que não acreditam na Bíblia adotaram a teoria de que os seres vivos surgiram de substâncias químicas sem vida por meio de processos desconhecidos e acidentais. Supõe-se que, em algum momento, surgiu um organismo, semelhante a uma espécie de bactéria, que se reproduzia sozinho e que aos poucos deu origem a todas as que existem hoje. Em resumo, isso significaria que o incrivelmente complexo ser humano evoluiu de um projeto de bactéria. O relato bíblico da criação não contradiz o que a ciência descobriu a respeito das variações que ocorrem dentro de uma categoria. De acordo com a Bíblia, Deus criou todas as categorias básicas de animais e plantas. Há mudanças dentro da própria espécie, como por exemplo: na família dos felinos, temos gatos, leopardos, leões, tigres, etc.

A Bíblia também diz que Deus criou o homem e a mulher perfeitos, que eram capazes de amar, de serem justos, sábios e autoconscientes. Essas categorias sofreram variações ao longo do tempo resultando nas espécies conhecidas atualmente, que, em muitos casos, são bem diferentes umas das outras, mas continuam pertencendo às suas categorias. 

A Bíblia tem declarado: Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis. Seria muito bom termos o costume de meditar sobre as maravilhas encontradas na natureza, tanto as pequenas coisas como as grandes.

Também o filme advoga a tese de um dilúvio total, mostrando por evidências arqueológicas e sedimentares que houve um aterramento abrupto nas camadas de rocha encontradas em vários lugares do planeta. Estão registrados não somente os fósseis de animais pré-históricos, mas também os passos desses animais, o que sugere um aterramento rápido e não ao longo de milhares e milhares de anos. O dilúvio teria vindo como juízo de Deus sobre a terra. O que leva os estudiosos criacionistas a entenderem que a morte dos animais chamados pré-históricos, na realidade não se deu ao longo de anos e anos, mas sim, no momento do dilúvio.

Os criacionistas afirmam que cada dia da criação teve a duração de um dia como o nosso, de 24 horas. Uma análise cuidadosa da palavra hebraica para dia e do contexto no qual ela aparece em Gênesis nos leva a concluir que dia significa um período literal de 24 horas mesmo. A palavra hebraica yom traduzida na palavra dia pode significar mais de uma coisa. Pode se referir ao período de 24 horas que a terra leva para girar ao redor do seu eixo. Usa também para se referir ao período da luz do dia entre o nascer e o pôr do sol e se refere a um período de tempo não específico, por exemplo: durante os dias da guerra.

Assim sendo, a palavra yom pode significar mais de uma coisa no original. Todavia, no texto de Gênesis 1.5-2.2 ao examinar o contexto no qual encontramos a palavra “yom” e também o contexto de Êxodo 20.9-11, entendemos que Deus usou seis dias literais para criar o mundo e para servir como modelo da semana de trabalho do homem. Trabalhar seis dias, descansar um. Deus com certeza poderia ter criado tudo em um só instante, se Ele quisesse. Mas Ele aparentemente já estava pensando em nós, mesmo antes de ter nos criado (no sexto dia) e queria nos providenciar um exemplo a ser seguido.

Rev. Washington Paulo Emrich

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