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nov 07 2012

Como fazer melhor o coração

“…com a tristeza do rosto se faz melhor o coração.” Ec.7:3

Melhor é a boa fama do que o melhor unguento, e o dia da morte do que o dia do nascimento de alguém. Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração. Melhor é a mágoa do que o riso, porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração. Melhor é ouvir a repreensão do sábio, do que ouvir alguém a canção do tolo.

Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas; melhor é o paciente de espírito do que o altivo de espírito. Melhor o proveito da sabedoria em dar vida ao seu possuidor.

No livro de Eclesiastes, no capítulo sete há vários versículos que iniciam  com a palavra “melhor”. De propósito elenquei o texto acima para ficar na mente, no coração e na alma o significado da expressão “melhor”. É meu objetivo inculcar na sua mente o desejo de fazer melhor o seu coração.

Vivemos numa época de superficialidade. 

Pensar que é o que não é. O maior produtor de superficialidade na vida é a luxuria e o hedonismo. Penso que o autor de Eclesiastes ao dizer que “melhor é dia da morte do que o dia do nascimento de alguém” ele está se referindo à realidade da dor e da lágrima, pois essas fazem melhor o coração, enquanto que a alegria do prazer pelo prazer é apenas miragem e engano. É no lugar de dor experimentada e de dor sentida que se aprende o que de fato tem valor.

O hedonismo "prazer", "vontade" é uma teoria ou doutrina filosófico moral que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana. Surgiu na Grécia e importantes representantes foram Aristipo de Cirene e Epicuro. O hedonismo filosófico moderno procura fundamentar-se numa concepção mais ampla de prazer entendida como felicidade para o maior número de pessoas.

A luxúria é o desejo passional instintivo por todo o prazer sensual e erótico. Também pode ser entendido em seu sentido original: “deixar-se dominar pelas paixões”. Segundo o catolicismo, ela é um dos sete pecados capitais e consiste no apego aos prazeres carnais, corrupção de costumes; sexualidade extrema, lascívia e sensualidade.

O hedonismo é como uma droga de prazer que se instala na alma da pessoa e controla-a pela alegria da satisfação do desejo, crescendo de tal modo que é capaz de anestesiar a consciência para a realidade da vida e das coisas. O prazer passa a ser o  objetivo último, deixando para trás tudo que não satisfaz.

A luxúria por sua vez é a recompensa do hedonismo. Se a pessoa crê que a vida só tem valor quando os desejos são realizados, não importando os resultados, então se busca freneticamente a luxúria. É a droga do prazer correndo pelas veias da psique (no sentido figurado). Sabemos que  os frutos que esse prazer produz  são banais, comuns, passageiros e efêmeros.

Jesus disse que é do coração que nascem as fontes da vida. Quando se estabelecem essas situações de pecado qualquer outro valor, mesmo os mais apreciados e aprendidos na Palavra, são relativizados.  A luxúria e o hedonismo têm o poder de destruir e entorpecer os valores reais e essenciais do ser humano.  

Para fazer melhor o coração é necessário que haja arrependimento. Eclesiastes diz: “Melhor é a mágoa do que o riso, porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração.” Arrependimento está ligado à tristeza do rosto. Ele entra na história do indivíduo como o elo que reconcilia a experiência do hedonismo luxuriante com a verdade daquilo que tem valor perene para o ser. O arrependimento busca a pessoa  no chão da luxuria e o conduz  à verdadeira vida. Jesus disse: “Eu sou o bom pastor, o bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas”.  

Após arrependimento real o verdadeiro prazer pode ser conhecido como liberdade e alegria. Só esse arrependimento pode fazer o coração melhor. A pessoa passa a sentir  o prazer de ser perdoado e de ser amado por Deus. Não viver mais na ilusão de uma fantasia pecaminosa, mas sim na certeza absoluta da graça divina. Isso tem valor, isso vale a pena! 

Rev. Washington Paulo Emrich

 

 

 

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